quarta-feira, 30 de novembro de 2011

História- O bebado e o Rabino !



História- O bebado e o Rabino !
Pesquisa, tradução e adaptação: 
Yashar David 


A seguinte história verídica mostra que o estudo da Torá, sem o equilíbrio da oração e boas obras não é suficiente para servir Hashem:

Era uma vez, um homem conhecido como o Itzick Shicker (o bêbado). Ele passava seus dias deitado nos bancos em volta da sinagoga, em um estado caótico de embriagues.
Quando ele estava consciente, fazia declarações tolas e sem sentido. Todos zombavam dele e nunca o levavam a sério. Na verdade, ninguém nunca o tinha visto orar ou estudar a Torá. Ele era apenas um bêbado inútil e abandonado.
Uma noite fria de inverno, com neve, o rabino da cidade estava estudando a Torá com um grupo de homens no Kollel. De repente, a porta se abriu e um homem vestido em trapos todo coberto de neve correu entusiasmado e exclamou: “Depressa! Venham aqui fora e me ajudem! Eu sou um pobre carroceiro. O meu cavalo, que é o único rendimento que tenho para sustentar a minha família caiu na neve. Por favor, ajude-me a levantar o meu cavalo do chão, caso contrário ele certamente irá morrer e minha família vai morrer de fome!”
O rabino respondeu: "Caro senhor, sua situação é, certamente, muito difícil, mas estamos envolvidos com algo ainda mais importante, o estudo da Torá. Não podemos deixar a nossa aprendizagem. Além disso, está muito frio lá fora.
Só então ouvindo todo aquele desespero, Itzak Shicker, [o bêbado] acordou de sua embriaguez, e de uma forma estranhamente sóbria e séria advertiu o rabino: "Se você não sair para ajudar este homem agora, no futuro, quando você desejar ir a algum lugar por conta própria, você não será capaz.”
Embora todo mundo tenha ficado impressionado com a clareza repentina e o estado de espírito sóbrio do desacreditado “bebum”, eles o repreenderam e o taxaram como louco, nada mais. Assim, o cavalo do homem morreu e ele foi jogado na pobreza mais profunda, na sarjeta.
Algum tempo depois, Itzak, novamente se aproximou do rabino de uma forma muito séria e convidou-lhe para ir à noite à sua casa na periferia da cidade.  Pois sabia que estava destinado a morrer naquele dia e queria que o rabino testemunhe-se a sua morte.
Relutante, o rabino concordou, aceitando o estranho convite. Ao encontrar-lhe na casa que era mais parecida com um galinheiro devido ao mau cheiro, o rabino  estranhou, Itzak certamente não parecia um homem prestes a morrer. No entanto, disse ao rabino: "À meia-noite, eu vou morrer. Depois que eu morrer, vai até minha caixa no canto da sala, ao abri-lo você vai ver a história da minha vida.

Em segundo lugar, insisto em ser enterrado ao lado de um Tzadik que viveu na geração anterior. Por favor, faça tudo o que eu peço e não me pergunte mais nada.

Ironicamente o rabino respondeu: “É claro! Rindo por dentro, pensou que a coisa toda era um absurdo, que o pobre homem estava apenas bêbado, pois era aparentemente saudável e jamais poderia prever sua própria morte, era ainda mais ridículo ter a audácia de exigir que fosse enterrado ao lado de um Tzadik, era o auge da insanidade.

A meia-noite chegou, e fiel a sua profecia, o bêbado morreu em seu sono, para o choque do rabino. Despertando-se de seu espanto, o rabino abriu o baú e encontrou manuscritos com a letra ltzak, contendo as revelações mais profundas da Torá que ele já tinha visto.

Também encontrou orações lindas e místicas nos manuscritos. De repente, o rabino compreendeu que o Itzak Shicker tinha sido um Tzadik oculto, um dos homens mais santos de sua geração.
Mas não para por aí, para o espanto de todos na cidade, um Tsadik muito sagrado chamado Itzak haTzadik tinha sido sepultado lá com grande honra!

Anos mais tarde, pouco antes do casamento de sua neta, o rabino tinha perdido suas pernas em um acidente e foi incapaz de caminhar sozinho para o casamento.

Ele lembrou que este era o resultado de sua falta de vontade em parar de estudar a Torá, a fim de cumprir a mitsvá de ajudar o comerciante pobre que há tantos anos ele ignorou. Aconteceu tal como o Itzak Tzadik oculto o avisara.

Ele relatou isso para todas as pessoas da cidade que estavam no casamento, e ensinou-lhes a importância do equilíbrio que se deve ter com o tempo, afirmando que devemos realizar boas obras, mesmo em face de sacrificar algum tempo do estudo da Torá. (Sipporay Chabad)

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