quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Parashá Vayeshev [Gênesis 37:1-40:23] - Baseada nos Ensinos de Rabeinu Nachman


Nachal Novea, Mekor Chochmah (Mishilê 18:4)   
                                                                                             “Um rio que flui, a fonte de sabedoria (Provérbios 18:4)”

Parashá Vayeshev [Gênesis 37:1-40:23]

Pesquisa, tradução e adaptação: Yashar David e Shlomo ben Avraham

RESUMO  
A Parashá Vayêshev inicia descrevendo o grande amor de Yaacov (Jacó) por seu filho Yossef (José), o que provoca o ódio dos outros irmãos. O ciúme deles cresce quando Yossef lhes conta os dois sonhos que indicam que um dia eles serão subservientes a ele.

Yaacov envia Yossef para vigiar seus irmãos que estão guardando o rebanho longe de casa, e ao vê-lo se aproximar, planejam matá-lo. Reuven (Rubens) convence os irmãos a não matarem Yossef, mas é incapaz de salvá-lo totalmente quando os irmãos vendem Yossef como escravo no Egito. Após mergulhar o casaco de Yossef em sangue, eles voltam ao pai, que acredita que seu amado filho foi destroçado por um animal selvagem. A Torá faz uma digressão para relatar a história de Yehudá e sua nora, Tamar.

A narrativa volta-se então para Yossef no Egito, onde se torna um escravo que obtém sucesso e é encarregado dos negócios da família de seu amo Potifar. A esposa de Potifar tenta por diversas vezes seduzir Yossef, e quando ele recusa seus avanços, ela grita dizendo que ele tentou violentá-la.

Yossef é jogado na prisão onde novamente é alçado a uma posição de liderança, desta vez ficando encarregado dos prisioneiros. Dez anos depois, o mordomo chefe do faraó e o padeiro são jogados na mesma prisão. Certa noite eles têm um sonho intrigante, que Yossef interpreta de forma acurada, e a porção conclui quando o mordomo retorna a seu cargo antigo e o padeiro é executado, como Yossef havia predito.


COMENTÁRIO BRESLEV DA PARASHÁ

"Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai.
[Gênesis 37:2]

Todo ser humano é “multifacetado”,  evidentemente, sem exceções todos  nós teremos muitas variáveis.  
Isto não tem nada haver com “ser duas caras”, vaselina, hipócrita, político etc.  E sim “ter” a consciência, de que ao mesmo tempo que temos uma identidade, com suas particularidades culturais, sociais religiosas, somos também, membros da sociedade, e por conta disso,  teremos que lidar e interagir com pessoas diferentes, mas igualmente especiais, pois todos, são criaturas divinas, com idéias, valores e pensamentos, que são validos de alguma forma, por mais distante que esteja da nossa escala de valores. Todos, sem exceção, tem um “ponto bom”, dentro de si, como nos ensinou Rabeinu!

Provavelmente você está questionando, mas devemos defender nossos ideais, custe o que custar.
E de fato a Torá exige que cada indivíduo seja fiel em proteger seus interesses, como o Talmud diz: "Ele (Hillel) costumava dizer, se eu não sou por mim mesmo, que será por mim? [quem vai defender meus interesses, minha identidade, se eu não o fizer?]”
Porém o sábio também ensinou, que como membro da sociedade universal, também é meu dever, respeitar e proteger os direitos dos outros;
"Se eu sou [apenas] por mim, o que sou eu "? (Talmud: Avot 1:14)

Cada pessoa deve esforçar-se para atingir o equilíbrio entre suas necessidades individuais e AS NECESSIDADES Dos outros

Estes dois ensinamentos não se contradizem, mas vem para nos dizer, que cada pessoa deve se esforçar para atingir o equilíbrio, entre suas necessidades individuais e as necessidades dos demais.

Em vários momentos na vida, atravessamos o dilema de ter que decidir entre, beneficiar os outros, para um bem maior de todos. Em detrimento dos nossos “auto-interesses”. [para nosso próprio bem pessoal]
O Talmud analisa essa questão e discute os muitos conflitos, sobre a importância de favorecer as necessidades individuais ou a necessidades dos outros. Chegando a muitas conclusões diferentes sobre quando e qual é o curso correto da ação.

Um desses casos é de dois indivíduos que estão presos, longe da civilização. Só existe comida suficiente para sustentar um deles. O que possui o alimento, deve compartilhar com seu companheiro o pouco que possui, o que resultaria na morte de ambos, ou ele esta autorizado a ser egoísta, e garantir pelo menos sua sobrevivência, ainda que condene seu amigo a morte certa?  
As regras da sabedoria judaica neste caso particular nos ensina que o que temos hoje, é para manter vivo a nós e nosso povo.

Esse dilema tem ocorrido muitas vezes ao longo da história, por exemplo, o famoso caso do Titanic. O enorme navio de luxo estava afundando e não havia botes salva-vidas suficientes para todos os passageiros. Eles foram forçados a escolher quem ocuparia os assentos limitados nos barcos-salva-vida, deixando os outros afundarem com o navio para a morte.

Em muitas das sangrentas batalhas travadas ao longo da história, os feridos eram numerosas para o pequeno contingente de médicos. Eles tiveram que escolher rapidamente quem tratar imediatamente e tentar salvar alguém, deixando morrer as pessoas que provavelmente não seriam capazes de sobreviver.
Na Inglaterra de hoje, devido aos recursos financeiros limitados de seu sistema nacional de saúde, existe um painel que decide quais os pacientes seriamente doentes receberão tratamento e quais não.

No nível espiritual, essas decisões são constantemente tomadas e são ainda mais críticas

No nível espiritual, essas decisões são tomadas constantemente. No entanto, essas decisões, são ainda mais críticas, pois envolvem a eternidade de uma pessoa.

Ao contrário de outras religiões e movimentos, o Judaísmo não está preocupado com quantidade, não se conta os membros da comunidade da mesma forma que o fazendeiro conta cabeça de gado, o maior objetivo é atingir a qualidade espiritual de cada individuo.

 O judaísmo é auto-confiante em seus ensinamentos e portanto, não procura converter ou encorajar o proselitismo.

A verdade fala por si só, não há necessidade de lançar atraentes e agressivas campanhas para mostrar a força numérica da religião.

Números não influenciam nem mudam a verdade. O rei Salomão escreveu: "Ela [as filosofias estranhas, que possuem fragmentos da verdade] seduziu [o buscador incauto - mal informado] pela abundância de seu raciocínio; pela lisonja de seus lábios." (Provérbios 7:21)

O Gaon de Vilna diz que este verso refere-se a métodos que todas as filosofias estranhas, empregam para convencer as pessoas da verdade de seus caminhos. Ele acrescenta que o fato desses métodos serem empregados indica que algo está errado com a filosofia (a saber, como um vendedor de automóveis usados, que tenta vender carros com defeito. Astutamente ele desvia a atenção das falhas do carro.)
Se uma crença é verdadeira não existe necessidade de usar aparelhos sofisticados para ganhar adeptos.

Muitos líderes JUSTOS FELT RISCOS grande demais para REACH OUT TO NÃO-RELIGIOSOS ... Outros líderes JUSTOS sentiu que ainda havia esperança
A função do povo escolhido por D’us, o Sagrado Abençoado Seja, é conduzir e guiar os outros ao serviço de Hashem (D'us). Este papel não é para todos, mas apenas para aqueles que são dignos, como o rei Davi escreveu:

“Quem subirá ao monte do Senhor, e que poderá estar no lugar de Sua santidade? Aquele que é limpo de mãos [ele deve ser honesto em suas relações com os homens, e reverente em sua atitude em relação a Hashem]  e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação. Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá.)  Tehilim [Salmos 24:4-6][Aquele que deseja desfrutar de elevação espiritual deve aperfeiçoar o seu comportamento - Rashi]

É ridículo escolher uma pessoa imoral ou corrupta como seu líder religioso. Este papel deve ser relegado apenas para aqueles que realmente fazem jus aos ideais que pregam.
O mesmo vale para aqueles rabinos que ensinam a Torá em nossas instituições religiosas e recebemos em nossas casas e comunidades.

 Indivíduos imorais e corruptos podem potencialmente influenciar os membros da comunidade negativamente e diluir o compromisso da comunidade. [isso também diz respeito ao tipo de revistas, livros, filmes e programas de TV que nós permitimos em nossos lares e que entram em nossas mentes].
É por isso que tem muitas comunidades religiosas que adotaram uma visão isolacionista como uma questão de política.

Não é difícil entender quando vemos a poluição moral vigente que nos rodeia. Portanto, existem aquelas pessoas a quem devemos rejeitar e outros a quem damos as boas vindas de braços abertos.

Rabi Nachman ensinou: "Existem pessoas más a quem é proibido tentar trazer para perto de Hashem, pois fará com que aqueles que já estão perto de Hashem, caiam, devido ao baixo nível que possuem.”
Rabi Nachman lista alguns dos tipos de pessoas que devem ser afastadas:
"As pessoas que são arrogantes e se sentem, auto-suficientes, o rude [agressivo], aquele que tem necessidade de honrarias, pois eles receberão um duro golpe no ego quando confrontados com a verdade, eles não serão capazes de tolerar ou aceitar e interiorizar os ensinamentos da Torá [mas vão tentar derrubar aqueles que estão tentando].

A única forma eficaz de aceitar e interiorizar os ensinamentos da Torá é humilhar-se [para ter uma mente aberta - para primeiro ouvir e analisar um ensinamento antes de rejeitá-lo] e reconhecer a verdade, por vezes, dolorosa. Somente uma pessoa como essa pode ser moldada [e chegar] à verdade. (I Lekutai MoHaran 70)

Portanto, aquele que tenta aproximar as pessoas de Hashem, deve continuamente orar a D'us, o Sagrado Abençoado Seja, que Ele irá ajudá-lo a discernir quem temos que trazer para mais perto. (I Lekutai MoHaran 59:6)

Foi a multidão mista [dos gentios idolatras], a quem Moisés, sem autorização de D'us, o Sagrado Abençoado Seja, converteu ao judaísmo, que influenciou os judeus a pecarem contra Hashem diversas vezes no deserto depois de terem saído do Egito, trazendo a ira de Hashem sobre eles e causando o atraso da  vinda do Messias por vários milhares de anos.

Por causa dos perigos potenciais em trazer as pessoas que são indignas, corruptas, e resistentes ao as leis sagradas da Torá, muitos dos líderes justos, através das gerações, sabendo dos riscos os para a comunidade não estenderam as mãos para ninguém.

No entanto, alguns líderes preferiam não generalizar e sentiam que achando algo de bom dentro destes indivíduos, ainda havia esperança para aproximá-los, apesar de serem  potencialmente perigos espirituais.
Nesta parashá semanal, que antecede o feriado de Chanuká, abordaremos esta importante questão. Baseado nas descobertas de Rabi Nachman e seu discípulo Rav Natan de breslev.

Beit Shamai entendeu que as velas de Chanucá devem ser  disponibilizadas apenas para indivíduos DIGNOs ... Já a Beit Hillel: expandiu e disponibilizou para todos

Vamos entender melhor esta máxima judaica. No Talmude lemos um clássico debate entre os estudantes de Shamai e os alunos de Hillel, sobre a maneira pela qual as luzes de Chanucá devem ser acesas.
A escola de Shammai (Beit Shammai) ensinou que as “velas” devem ser iluminadas de forma decrescente. Na primeira noite, oito velas devem estar acesas, na segunda noite, sete, e assim sucessivamente até a oitava e última noite, quando  apenas uma vela será acesa.

A escola de Hillel (Beit Hillel disse o contrário, as velas devem ser acesas em ordem crescente. No primeiro dia devemos acender a primeira vela, no segundo dia, duas velas, e assim sucessivamente até a oitava noite quando oito velas ficam acesas.
Esse argumento era baseado nas diferenças filosoficas entre as duas escolas, que é a base para todos os debates.

A beit Shamai consistia de sábios, homens sagrados, que achavam que para manter a pureza e a integridade do povo judeu, era melhor adotar uma política de isolamento. Separar, afastar literalmente o santo do profano.

As luzes das velas de Chanucá, são tão sagradas que a luz divina da vida, após a morte espiritual repousa sobre as chamas acesas. Nesta lógica a Beit Shamai diminuía o número de velas acesas a cada noite, refletindo a filosofia de que a luz de Hashem, não deve estar disponível para todos os indivíduos,  mas apenas, para  aqueles que são considerados dignos de fato da luz de D’us, o Sagrado Abençoado Seja!

Portanto, a beit Shamai entendeu que a luz Divina que repousa sobre as velas de Chanucá devem ser acesas e disponibilizadas apenas por pessoas dignas do círculo interno, evitando os perigos potenciais, impedindo que a luz de Hashem caísse em mãos erradas, chas vshalom. Isto sem duvida é muito meritório!

A Beit Hillel, por outro lado, achava que o risco é necessário e que, portanto, a luz divina que repousa sobre as velas de Chanucá devem ser expandida, indicando que esta luz deve ser disponibilizada a todos, excluindo apenas um indivíduo que se recusa a aderir os ensinamentos da Torá, mesmo após serem expostos a eles por um longo tempo.

Rav Natan diz que o sábios que estão inclinados para a visão de Beit Shamai, são espiritualmente enraizados na área espiritual do juízo da Torá [rigor] (em hebraico: din) E aqueles que estão inclinados para Beit Hillel, são espiritualmente enraizados na bondade (hebraico: chesed).

Rav Natan escreve que Rabi Nachman, favorecia as opiniões da Beit Hillel e muitas vezes arriscou a vida para trazer pessoas de volta para Hashem, sofrendo perseguição por parte Tzadikim (santos) que não concordavam com ele, e o resistiam duramente.

Este conflito foi essencialmente a disputa entre Yosef (José) e seus irmãos

Este conflito era essencialmente a disputa entre Yosef (José) e seus irmãos. Yosef foi o antecessor filosófico da beit Hillel e do Rabino Nachman.

Seu nome reflete essa filosofia, Yosef significa adicionar, assim como a escola de Hillel sentia que temos de acrescentar, mais uma vela a cada noite de Chanucá.

 A essência de Yosef era toda voltada  para adicionar  tantas almas quanto possível para a comunidade santa.
 Já os irmãos de Yosef, eram homens santos, bem como o alunos da Beit Shamai, que acreditavam que o risco de aproximar as pessoas  para Hashem não valia apena.

Seu pai, Ya'akov (Jacó) era semelhante aos alunos da Beit Hillel, como o verso diz: "E Ya'akov habitou na terra de sua peregrinação [hebraico: megu'ray] na terra de Canaã" (Gênesis 37:1)
A palavra "megu'ray ', vem da raiz hebraica "megayair", equivalente a converter. O Midrash nos diz que Ya'akov trabalhou muito duro para aproximar as pessoas de Hashem.

Yosef seguiu os passos de seu pai e tentou levar os estrangeiros a D’us, como o verso diz: "Estas são as gerações de Ya'akov - Yosef" (Gênesis 37:2)

Ora, Rashi nos diz que Ya'akov transferiu toda a sua sabedoria e ensinamento para Yosef. Esta sabedoria incluía o conhecimento de como explicar os profundos conceitos espirituais de uma maneira que mesmo a mais simples das pessoas seria capaz de entender.

Yosef tinha a capacidade de moldar qualquer indivíduo aos preceitos da Torá, como o versículo diz: "Yosef, sendo 17 anos de idade, foi apascentava as ovelhas com seus irmãos." (Gênesis 37:2) Isto significa que Yosef foi o pastor espiritual do rebanho de seu pai.

Dezessete é o valor numérico da palavra hebraica Tov, bem, bom! (O valor numérico de uma palavra hebraica está intimamente ligada com a essência espiritual da palavra, como explicado na Tradição Oral que nos foi transmitido por Moisés).

Este texto então atribui o número dezessete a Yosef, indicando que ele era uma pessoa completamente boa. Yosef foi, portanto, capaz de reconhecer e detectar o menor traço de bondade, mesmo no pior dos indivíduos, porque ele estava familiarizado com o bem, em todos seus aspectos.

Depois de reconhecer o bem no individuo, Yosef tinha o dom de nutrir e trazer para fora este bem. Uma vez que quando o bem de uma pessoa é cultivado, ela pode ligar-se a D’us, o Sagrado Abençoado Seja, como o versículo diz: "Hashem é bom para todos." (Salmo 145:9).

A fim de trazer as pessoas mais próximas a Hashem, YOSEF, o tsadic, teve que se relacionar com cada pessoa em seu próprio nível

A fim de aproximar as pessoas para Hashem, Yosef teve que se relacionar com cada indivíduo em seu próprio nível como o verso diz: "E ele (Yosef) sendo ainda um jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa." (Gênesis 37: 2)

Os filhos de Bila e Zilpa eram descendentes das servas de Ya'akov. Alegoricamente isso se refere aos elementos mais baixos do povo judeu, que estão distantes de Hashem.
O nome Bila, vem da palavra hebraica "bal'ha" - espantado, referindo-se ao verso, "Eu vou fazer você ser um espanto." (Ezequiel 26:21)

Rashi explica que a palavra “espanto” (beha'lot) refere-se às forças do mal, que aflige as pessoas com confusão mental, (mebal'be'lim, hebraico para a confusão, semelhante à raiz da palavra usada beha'lot neste versículo) levando-os a pecar. Assim, Bila alegoricamente refere-se a pessoas que estão distantes de Hashem e são presas em sua própria confusão, devido ao comportamento pecaminoso.

Já o nome referente a Zilpa  remota ao seguinte verso: "Horror [Zal'ah'fav] se apoderou de mim por causa dos ímpios que abandonam sua lei [D'us]." (Salmos 119:53)

 O "horror" é contra os ataques das forças do mal que induzem ao pecado. Então, Zilpa em nosso versículo, é semelhante a palavra "zal'ah'fav", horror, no verso, em Salmos, refere-se as pessoas que sucumbiram ao pecado.

A declaração: "Ele era um jovem [amigos] com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa," alegoricamente significa que a Yosef, o justos, era amigo de  todas as pessoas distantes de D’us, o Sagrado Abençoado Seja.

O versículo nos diz que o método que ele usou para atrair as pessoas para mais perto de Hashem era agir como um "jovem". Rashi nos diz isto significa que Yosef agiu como um jovem tolo, jogador dos jogos do povo alienado, a fim de integrá-los e ganhar sua confiança, relacionando-se com eles de uma forma que eles pudessem compreender, a fim de que eles pudessem aprender sobre Hashem.

 Rabi Nachman ensina que tem pessoas que estão tão longe de Hashem que a única forma de um Tzadik  atraí-los para mais perto é comendo, bebendo e rindo com eles.

YOSEF Trazia as pessoas para a HASHEM eliminando assim a desgraça de seus caminhos pecaminosos

Quando Yosef nasceu, sua mãe, Rachel, que foi uma profetisa, profetizou sobre ele “, Hashem tirou a minha desgraça." (Gênesis 30:23) Isto diz respeito a grande obra que Yosef  fazia em trazer as pessoas para perto de Hashem, eliminando assim a desgraça de seus caminhos pecaminosos.

Além disso, sua mãe disse: "E chamou-lhe Yosef, dizendo: Hashem me acrescente outro filho." (Gênesis 30:24) Isso  quer dizer que Yosef iria invariavelmente adicionar novos adeptos para o caminho de Hashem - continuamente ", acrescentando um outro filho".

Foi o fato de Yosef, ter este comportamento que  seu pai o tinha com grande estima, pelo que foi dito; "E Israel amava Yosef mais que todos os seus [outros filhos], porque ele era o filho da sua velhice." (Gênesis 37:3)

Entenda,  "A velhice" em hebraico é ben zikunim que é similar à palavra hebraica zakan, barba.
O Zohar nos diz que a barba “simbólica” de Hashem tem 13 pontos, a ela correspondentes aos 13 atributos da misericórdia de Hashem, que é mencionado no livro de Êxodo.

Assim, o versículo indica que Ya'akov, amava Yosef, porque ele seguiu o caminho misericordioso de aproximar as pessoas para Hashem. Portanto, o versículo diz: "Ele [Ya'akov] fez para [Yosef] um casaco de muitas cores". (Gênesis 37:3)

O Zohar ensina que cada item físico neste mundo está enraizada na luz espiritual de Hashem, que consiste em muitas cores diferentes. O presente que Ya'akov  deu a Yosef, representa um casaco que ele lhe transmitiram a sabedoria de como controlar todo o universo, manipulando através da fisicalidade, as muitas cores da luz de D'us.

Ao possuir este conhecimento, Yosef foi capaz de entender o funcionamento interno do universo que lhe permitiu explicar e demonstrar a todos os povos, como Hashem pode ser encontrado em todos os aspectos do mundo material. Yosef era tão bom em mostrar o caminho de Hashem, que ele mesmo não impressionou o mais materialista e idólatra do mundo o poderoso Faraó, rei do Egito e os seus servos, como o versículo diz: "E Faraó disse a seus ministros, "Pode ser encontrado  homem como este [Yosefl que tem o espírito de D'us por ele?” (Gênesis 41:38)

Rabino Nachman, assim, ensinou que Hashem quer que as pessoas infelizes sejam trazidas para perto d’Ele. Vemos, por representação;  que Yosef era uma pessoa que  estendia suas  mãos para as pessoas distantes de Hashem,  ele foi um dos  “sete pastores" [Abraão, Isaac, Ya'akov, Moisés, Arão, Yosef e David]

Pela halachá [aplicação prática da lei] a forma de acender as luzes de Chanukah  deve seguir a Beit Hillel,  pois Hashem prefere que tenhamos cautela, discrição, mas sem apagar as pequenas faíscas sagradas, adicionando-as a santidade Divina.

Que possamos ter o mérito de nos aproximar de D’us o Sagrado Abençoado Seja, e também aproximar  nossos irmãos  para perto Hashem. Amém! (Lekutai Halachoth: Orach Chaim: Hilchoth Hash'ka'mas Ha'Boker 4:16, 17) 


“Obra realizada com a permissão de D’us, o Sagrado Abençoado Seja!”
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Fonte:http://judaismovivo.com.br/

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