sexta-feira, 4 de maio de 2012

Parashá HaShavua: Acharei / Kedoshim - Baseada Nos Ensinos de Rabeinu Nachman


“Nachal Novea, Mekor Chochma”
Um rio que flui, a fonte da sabedoria (Provérbios - 18:4)
 Parashá HaShavua: Acharei / Kedoshim                                                                                   (Levítico 16:01-18:30; 19:01 - 20:27)
Pesquisa, tradução e adaptação: Breslev Brasil – RJ

O AMOR AO PRÓXIMO É O MEIO PARA NOS CONECTARMOS COM D’US

"E amarás o seu próximo como a ti mesmo. Eu Sou o Eterno. [Rabi Akiva disse: Este é o princípio fundamental da Torá]" (Levítico 19:18)
O ato de dar amor e respeito à outra pessoa é muito precioso aos olhos de D'us. É através da doação do amor e respeito ao próximo que se pode vir a reconhecer e encontrar a D'us.

Todo ser humano possui interiormente a necessidade e o desejo de dominar e controlar seu ambiente e todas as pessoas que ele se relaciona. Esta característica é essencial para a sobrevivência de cada ser vivo neste mundo. A incapacidade de fazer valer seus próprios direitos e necessidades legítimas pode causar danos incalculáveis à pessoa, podendo até mesmo levá-la à morte. Por exemplo, se uma criança não fosse capaz de clamar pela ajuda dos pais quando ela está doente ou com fome, a criança pereceria. D'us deu a cada pessoa e criatura, talentos e habilidades especiais, que devem ser utilizados da maneira correta para beneficiar o mundo e a humanidade. Para usar as habilidades e os talentos para beneficiar o mundo, é preciso ter certo grau de autoestima. Em muitos casos, uma implementação de talentos especiais e as necessidades legítimas de sobrevivência podem fazer com que uma pessoa queira dominar e incomodar o próximo, quando é preciso exercer e valer o seu "eu". A necessidade de dominação e negação dos outros para a sobrevivência de uma pessoa é provocada pela diversidade da Criação. O mundo é composto por 4 elementos básicos, que são: água, fogo, ar e terra. Esses 4 elementos básicos estão em concorrência uns com os outros. A única maneira deste mundo continuar a existir é através da interação e harmonia de todos os diversos elementos. Se houver união demais, um elemento pode tornar-se completamente anulado em relação ao outro elemento. Fazendo com que um elemento se torne totalmente diluído e deixe de funcionar. Se isso acontecer, a contribuição positiva do elemento para o mundo será perdida. Portanto, todos os elementos, animais e pessoas devem funcionar de uma forma que exerçam as suas necessidades e talentos especiais de maneira que não negue a existência e o correto funcionamento dos outros itens e criaturas que vivem nesta terra.

Cada pessoa e cada elemento deve fazer valer os seus poderes especiais e únicos de uma maneira que se relacione bem com todas as pessoas e elementos que estão à sua volta. Quando o elemento de fogo encontra o elemento de água, o fogo deve ser capaz de afirmar-se e funcionar de uma maneira que impeça que o elemento água não anule o fogo. No entanto, o elemento fogo não deve se afirmar muito. Se o elemento de fogo se afirma demasiadamente, ele pode incinerar seus arredores e causar grande destruição. Este exemplo pode ser aplicado para a interação entre todos os 4 elementos básicos.

É PRECISO TER CUIDADO PARA NÃO SERMOS MUITO RUDES COM O PRÓXIMO QUANDO NOS EXPRESSAMOS

D'us criou tudo neste mundo para benefício do homem. Este mundo foi dado ao homem como uma ferramenta pela qual ele poderia vir a descobrir D'us, usando o dom do livre arbítrio. Portanto, o homem é superior a todas as outras criaturas, até mesmo aos santos anjos, pois o homem tem a capacidade de escolher livremente entre o certo e o errado. Pois o dom da escolha livre é um fator real na vida do homem que lhe dá o poder e a capacidade de colocar suas decisões em ação. Portanto, o homem deve usar a habilidade inata para dominar e afirmar o seu poder de influência, e implementar suas decisões, colocando-as em prática. O versículo seguinte ensina este ponto: "E abençoou-os D'us e disse-lhes D’us ‘...subjugai-a, e dominai sobre o peixe do mar e sobre a ave dos céus, e em todo animal que se arrasta sobre a terra.(Gênesis 1: 28)’” Para que assim os seres humanos pudessem implementar as suas decisões a partir de sua livre escolha.

A livre escolha exige que haja uma oportunidade igual para decidir entre fazer o bem e fazer o mal. Portanto, há inúmeros obstáculos que o homem deve encontrar ao longo da sua vida, obstáculos no qual ele deve sobrepujá-los para que não impeçam que suas almas juntem-se a D'us.

É por isso que D'us criou no homem o desejo de dominar e conquistar as pessoas e o ambiente ao seu redor. O desejo de conquistar é parte da característica do homem para implementar sua livre escolha. Se o homem tem o poder da escolha, ele pode usar seus talentos para conquistar e subjugar seus impulsos no meio ambiente, a fim de melhorar o mundo, e para servir e apegar-se a D'us. Por outro lado, o homem pode escolher utilizar seus talentos para conquistar e dominar seu meio ambiente para promover seus próprios objetivos egoístas e as suas ambições. Este caminho não permite que o homem se torne conectado com D‘us, e uma vitória nesta área não deixa na pessoa qualquer bem de valor duradouro. Sua vitória é falsa e sem sentido.

O homem deve conquistar seu ambiente, até mesmo para fazer o bem. O Talmud menciona essa ideia: "Yehuda ben Tema disse: "Seja corajoso como um leopardo, ligeiro como a águia, ágil como o veado e forte como um leão para executar a vontade de teu Pai que está no Céu" (Talmud: Pirkey Avot 5:23). Por sua característica de querer conquistar para fazer a vontade de D'us, o homem apega-se ao Criador Embora seja muito necessário, a fim de conquistar e apegar a D'us, é preciso ter muito cuidado para não ter excesso de zelo em seu combate às barreiras do mal que se interpõem entre ele e D'us. Ter excesso de zelo para vencer o mal pode causar grande destruição, e pode ser tão mal como o mal que ele tenta destruir. A tentativa de subjugar o mal que está entre ele e D'us, deve ser implementada com um mínimo de conflito, disputa, e a incomodo ao próximo.

A pessoa deve sempre ser muito honesta consigo mesma e examinar seus verdadeiros motivos nas suas ações. Por exemplo, um pai ao gritar e intimidar a esposa, filhos ou amigos por não cumprirem exatamente um mandamento particular nos seus mínimos detalhes. Seu comportamento é realmente motivado pelo seu amor a D'us, ou o seu comportamento é um resultado de um complexo de inferioridade, e ele realmente precisa provar para si mesmo que é importante o suficiente para controlar o comportamento dos outros?

Toda a Torá é baseada no versículo: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Portanto, todas as leis contidas na Torá mediam e regulam as relações entre D’us e o homem e as relações entre homem e homem, a fim de alcançar a meta de que todas as partes envolvidas amem unas às outras. Do fato de que D'us nos deu todas as leis encontradas na Torá como um guia sobre como chegar ao amor a Ele e ao nosso semelhante, podemos ver como é precioso aos olhos de D'us, quando uma pessoa ama a outra. É por isso que Rabi Akiva ensinou que o amor ao próximo é o princípio fundamental em que a Torá é baseada.

É FUNDAMENTAL RESPEITAR A DIVERSIDADE DAQUELES QUE SEVEM A D’US

Todo mundo tem um ponto de vista e as perspectivas para a vida diferentes. D’us criou Seu mundo com uma quantidade infinita de criaturas, os quais todas são diferentes umas das outras. Cada ser humano tem uma personalidade diferente. A personalidade de cada pessoa contém várias combinações diferentes dos 4 elementos básicos. No entanto, há sempre um elemento que é predominante e tem maior influência sobre sua personalidade do que os outros. Um elemento influencia de forma predominante a personalidade e a perspectiva de uma pessoa, seus sentimentos e ações inclinam-se para o modo de comportamento desse elemento em particular. Uma pessoa que tem o fogo como seu elemento predominante, será muito apaixonada em seu comportamento e perspectivas. É conveniente e é a vontade de D'us que cada pessoa desenvolva vigorosamente as boas características de sua personalidade que é influenciada pelos elementos que contém a sua personalidade. Não se deve permitir que alguém seja impedido de crescer espiritualmente através do caminho que ela escolheu. Apesar disso, nunca se deve ser demasiado forte e assertivo na implementação de seu comportamento virtuoso à custa dos outros. Quando uma pessoa  escolhe um determinado curso de ação para servir a D'us, com base nas influências e as tendências de sua personalidade, seu método de servir a D'us acabará por entrar em conflito com os outros que optaram por um caminho completamente diferente em servir a D'us, com base nas influências de suas personalidades totalmente diferentes, e eles podem entrar em conflito, como fogo e água.

Embora dois indivíduos sirvam a D'us, as suas formas de serviço podem entrar em conflito uns com os outros por causa de suas personalidades opostas. Quando isso ocorre, ambas as partes devem evitar odiar uns aos outros a todo custo. Ambas as partes devem ser capazes de procurar uma maneira de coexistirem em harmonia. Isto significa que ambas as pessoas devem ter muito cuidado para não exercerem e infligirem muito no seu semelhante a sua própria vontade e personalidade. Ambos os indivíduos devem dobrar, ceder, e se compromissarem, a fim de coexistirem. Ambas as pessoas devem ter muito cuidado para evitarem pisar sobre os limites do outro. Se eles são capazes de fazer isso, eles estão em conformidade com a vontade de D'us e, assim, estão cumprido a intenção de toda a Torá e de D'us. Eles não devem ser levados a pensar que D’us quer que eles obriguem os seus próprios métodos particulares em servir a D'us para os outros. Há uma quantidade infinita de maneiras de como servir a D'us. De jeito nenhum, um método particular de serviço a D’us jamais poderia ser suficiente e o único certo, pois D’us É Infinito. Portanto, não se deve limitar a D'us por pensar que o seu próprio método é a única maneira correta de servi-Lo. D'us valoriza o serviço de todos e Ele deseja, acima de tudo, a paz e a cooperação entre valores opostos. É por isso que na Chassidut Breslev, embora todo mundo tente seguir os ensinamentos do Rebe Nachman, todos são incentivados a continuar praticando os costumes que seguiam antes de chegarem aos ensinos Breslev. Entre os “Breslovers” existem diversos grupos de pessoas, como os Sefaradim, os Litvaks, os ortodoxos e os judeus modernos. Todos estes tipos de pessoas são respeitados em suas diferenças. Rebe Nachman ensinou que a principal coisa é seguir ao Shulchan Aruch (Código da Lei Judaica). É por isso que existem muitos poucos costumes entre os Breslovers. Não há código de vestimenta. Há muitos seguidores que estão muito modernizados e se vestem no estilo contemporâneo de hoje. A principal coisa entre os Breslovers é se aprofundar nos ensinamentos do Rebe Nachman e as diversidades entre as pessoas para promover o crescimento. A diversidade não deve ser utilizada como um meio para dividir-nos.

Por exemplo, várias pessoas em uma Minyan (um quorum de 10 homens judeus adultos) gostam de orar em voz alta, outros gostam de orar em um tom baixo, outros gostam de rezar rapidamente, mas outros gostam de orar lentamente para que possam se ligar ao que eles estão dizendo. Todas essas pessoas que se reúnem para orar devem estar em sintonia. Não é certo que aqueles que rezam em voz alta perturbem àqueles que não o fazem. Não é certo que aqueles que rezam de maneira rápida, queiram acelerar o ritmo do Minyan e evitar que aqueles que querem orar com mais consciência de fazê-lo. Não é certo que aqueles que querem orar com consciência excessiva atrasem aqueles que não são tão inclinados. Todas as pessoas no Minyan devem chegar a algum tipo de compromisso. Aqueles que gostam de orar em voz alta devem orar em um tom mais baixo do que gostariam. Aqueles que gostariam de apressar as orações devem desacelerar para aqueles que não o fazem. Aqueles que querem rezar mais lento devem orar um pouco mais rapidamente. É por isso que a oração com um Minyan é tão preciosa aos olhos de D'us. Pois rezar com um minian exige o compromisso e a convivência de pessoas diferentes. Esta é a verdadeira paz que D’us ama. O indivíduo deve sempre lutar para que a sua vontade esteja em detrimento com as dos outros. Isso irá reduzir os conflitos. Respeitar as necessidades dos outros de uma forma equilibrada é a forma mais elevada de serviço a D'us. Como mencionado acima, amar o próximo como a si mesmo é o alicerce de todos os mandamentos encontrados na Torá. Esta é a lição da corrente sanguínea. Se o sangue não flui dentro dos limites estabelecidos pelas veias e artérias, a pessoa vai sangrar até a morte. Somos todos um só corpo, portanto, temos de definir limites para não perturbar o equilíbrio das outras partes.

É INADEQUADO FAZER COM QUE OUTRA PESSOA REALIZE UM TRABALHO QUE É DESTINADO A NÓS

Muitas pessoas têm o hábito de se aproveitarem dos outros. Muitas vezes as pessoas intencionalmente deixam de realizar um trabalho que eles são responsáveis, para que os outros façam por eles. Este tipo de pessoa que constantemente despeja suas obrigações sobre os outros e age desta forma, acha que eles tenham conseguido escapar de seus fardos. No entanto, existe um D’us que vê tudo. Por causa dessas práticas mesquinhas sobre os outros, o Criador considera como se tal pessoa tivesse violado o núcleo de toda a Torá. Uma pessoa como essa só se distancia de D'us como resultado de suas más ações. Ele cria ódio e ressentimento na pessoa que ele despeja suas obrigações. Isto vai contra a vontade de D'us, pois com isso ele violou muitos mandamentos positivos e negativos. O Talmud nos diz que a grandeza de Sansão e Rabi Pinchas ben Yair era que eles nunca permitiram que outro judeu fizesse qualquer coisa para eles. Eles evitaram se aproveitar sobre qualquer outro ser humano. Embora fossem líderes de Israel, e por direito, eles poderiam ter exigido que fossem favorecidos, mas nunca permitiram que ninguém fizesse nada para eles. Eles sentiram que cada judeu era um servo de D'us e que não era certo que fizessem uso de um item tão precioso para seu próprio benefício. Eles sentiam que a honra de D'us era profanada com isto. Para cumprir a vontade de D'us, devemos evitar o péssimo hábito de nos aproveitar dos outros a todo custo.

OS CAMINHOS DIFERENTES QUE AS PESSOAS ESCOLHEM PARA SEVIREM A D’US, PODEM SER A ÚNICA MANEIRA DE SATISFAZER A SUA ALMA

Todo mundo que vê alguém servindo a D'us de uma forma diferente que não seja a sua, sente que a outra pessoa está errada e se desviou do caminho da verdade. Não se deve vir a odiar seu companheiro por isso. Talvez este caminho diferente que a outra pessoa escolheu seja necessário para as necessidades particulares de sua alma. Pois, D'us criou muitos tipos diferentes de almas. Cada alma tem uma necessidade diferente. Cada pessoa é intuitivamente atraída para o método de servir a D'us, que é mais adequado para as necessidades de sua alma. Qualquer outro método de servir a D'us não iria dar certo ou servir para ele, pois sua alma precisa desse método exato de serviço para estar bem nutrida e funcionar adequadamente. Por conseguinte, existem muitos métodos sobre a forma de servir a D’us, porque as necessidades das milhares almas diferentes são todas variadas. Deve-se evitar odiar seus companheiros por sua forma diferente de servir a D'us. Enquanto o  caminho escolhido pela pessoa está em conformidade com as leis do Shulchan Aruch (Código da Lei Judaica), ele deve evitar a tentativa de mudar o seu companheiro e convencê-lo a adorar a D’us de uma maneira diferente. Isso pode privar a alma da outra pessoa da nutrição que realmente precisa.

Por outro lado, se perceber que o caminho escolhido de uma pessoa não está de acordo com o Shulchan Aruch, não se deve vir a odiar ou denegrir a pessoa. Deve-se tentar falar com essa pessoa de uma forma instrutiva e agradável, para mostrar a ela onde errou. Esta abordagem vai transmitir a ela que você está preocupado e a ama. Esta abordagem está em conformidade com a vontade de D'us. Nunca se deve falar com força ou de uma forma condescendente ou odiosa. Se você é capaz de convencê-lo de seu ponto, muito bem, mas se não, tudo bem também. Não empurre o problema para um ponto onde um conflito possa ser gerado. A razão pela qual ele não deu ouvidos a você é porque ele ainda não adquiriu os meios necessários para receber a Luz de D'us e forçar a Luz de D'us para ele agora seria destrutivo. Nesta situação a paz substitui todos os outros mandamentos. Deve-se pesquisar e se concentrar nos pontos positivos dessa pessoa e ainda amar essa pessoa, apesar do fato dela estar em conflito com a Lei judaica.


ALGUÉM QUE QUER USAR SEUS TALENTOS PARA SERVIR A D’US NÃO SE SENTE AMEAÇADO POR NINGUÉM

Se alguém usa os próprios poderes de dominação para conquistar o seu ambiente, saciar seus próprios desejos, e não por uma questão de servir a D'us, ela nunca poderá tolerar a Verdade. É mais importante para este tipo de pessoa que o seu próprio ponto de vista prevaleça, mesmo se ela souber que está errada, do que reconhecer a derrota e confrontar com a verdade.

Além disso, a pessoa egoísta tem a necessidade de usar os outros para alcançar seu objetivo de dominação. Ele não pode tolerar uma derrota em qualquer forma ou em qualquer nível. Qualquer percepção de derrota faz com que essa pessoa sinta uma dor tremenda, pois ela não conseguiu alcançar seu objetivo de governar em seu próprio reino. Ela não pode tolerar alguém que seja mais esperta, mais alta, que tenha mais sucesso, seja mais bonita e mais rica do que ela. Ela sente ódio e ressentimento em relação àquelas pessoas que ela percebe que de alguma forma são superiores a ela. O objetivo na vida dessa pessoa é governar sobre os outros, e ela vê a todos como uma ameaça em potencial para o seu reino. Ela virá a odiar quem quer que ela perceba que irá comprometer seus objetivos.

Alguém que deseja usar seus talentos para servir a D'us não se sente ameaçada por ninguém, exceto pelos ímpios. Ele virá a amar todos os outros, pois ele sabe que esta é a vontade de D'us.

Devemos entender que tudo que D’us criou é importante para o benefício do mundo. Os seres humanos são as criaturas mais importantes de todas, pois eles têm a capacidade de reconhecer o Criador. Cada pessoa tem sua própria visão original do Criador, que é diferente de qualquer outra pessoa. Portanto, devemos ver cada pessoa como um recurso valioso de informações para aprender sobre D’us. A outra pessoa vê um aspecto sobre D'us que você pode ser incapaz de ver. A fim de compreender mais sobre D’us que É Infinito e guardar Seus mandamentos, precisamos de uma grande sabedoria. O grande sábio, o Gaon Vilna ensinou que não é suficiente ser habilidoso e bem sucedido na compreensão do texto da Torá. Ele disse que é preciso ter muita sabedoria para compreender como aplicar o que aprendemos e colocar em prática. Portanto, precisamos aprender com cada ser humano. Temos de tirar os talentos e a sabedoria que cada indivíduo possui. Temos de ver e valorizar cada pessoa que encontramos, como se fosse nosso mestre pessoal, que pode nos ensinar algo sobre D'us. Pois todos nós somos criaturas de D’us e, portanto, refletimos parte da Inteligência d’Ele. O Talmud declara: "Ban Zoma dizia: "Quem é sábio? Aquele que aprende de cada pessoa.” (Talmud: Pirkey Avot 4:1) Se prestarmos mais atenção no valor de cada indivíduo sob essa luz, então cumpriremos o objetivo principal de D'us ao nos ter dado a Torá, que é: amar a D’us, a nós mesmos, e o nosso próximo. (Lekutey Halachot: Orach Chiam: Hilchot Brachot Harileya Oohshar Brachot Peratiot 5:6)
  

“Obra realizada com a permissão de D’us, o Sagrado Abençoado Seja!”

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