terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Novo blog de Hístórias!!! Blog Faz de Contos Judaicos
03:36
Gabriel Designer
Novo blog de Hístórias!!!
Blog Faz de Contos Judaicos
É com grande prazer que anuncio o novo blog Faz de Contos Judaicos, um blog que vai te emocionar,com ótimas Histórias.
Pureza Familiar
A noite chega à
pequena cidade cercada por montanhas, uma névoa branca e densa cai lentamente,
sendo cortada apenas pelos faróis dos carros que se dirigem apressados cada um
para seu destino, tornando aquela noite comum, como todas as outras
noites de outono.
Em um sobrado no centro da cidadezinha, os passos firmes subindo a escada anunciam a chegada de Shimon, um homem alto,de semblante calmo, vestindo um longo casaco preto que chegava quase até os pés. Ao entrar em casa, a luz da luminária projeta sua sombra na parede, dando a sensação da sua barba ser ainda mais longa.
"Oi, querida! Desculpe chegar tão tarde, mas nos prolongamos com as rezas. Você não precisava ter me esperado." Sua voz intrépida, quebrando o silêncio, traz conforto e segurança pra Hannah, que o esperava ainda acordada. Hannah tira a pregadeira dourada que prendia seus longos cabelos castanhos, deixando-os cair pelos seus ombros e...
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"Oi, querida! Desculpe chegar tão tarde, mas nos prolongamos com as rezas. Você não precisava ter me esperado." Sua voz intrépida, quebrando o silêncio, traz conforto e segurança pra Hannah, que o esperava ainda acordada. Hannah tira a pregadeira dourada que prendia seus longos cabelos castanhos, deixando-os cair pelos seus ombros e...
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Comunidades e justos convertidos ao judaísmo!
11:51
Gabriel Designer
Comunidades e justos
convertidos ao judaísmo!
Por Levi Yitzchak Bender's Siach Sarfei
Traduzido e adaptado Por
Yashar David
Rabi Nachman não usava o termo
“Bnei Noach” e sim 70 Nações, para definir os justos da terra. Este tema
para o Rebe, tinha um caráter extremamente Messiânico.
Rabeinu acreditava plenamente
que o Mashiach transformaria o coração dos homens e os revelaria o Único
D-us, Abençoado Seja. Mas isto é uma crença judaica.
O que ele ensinava e que é
incomum no pensamento Chassídico em geral, é que ele era muito a favor dos
não-judeus que se convertem ao judaísmo. Não de forma proselitista, mas
Rabeinu nunca foi rígido, nem tampouco intransigente com as pessoas que queriam
isso.
Em "Likutei Moharan" peças inteiras são dedicadas a uma
descrição do tempo antes do tempo por vir, o tempo de Mashiach. Rebe
Nachman afirma que haverá muitos gentios que vão abraçar o judaísmo nesta
época.
As histórias que vamos
conhecer agora são verídicas e documentadas. Histórias de aldeias inteiras
que foram convertidas, tais como o padre que abraçou o judaísmo em
uma vila Ucraniana, resultando na conversão da aldeia inteira. Confira texto
original no site:
Durante a I Guerra Mundial, os
habitantes de uma aldeia ucraniana perto Uman (onde está enterrado Rebe
Nachman) se converteram ao judaísmo, com o apoio dos chassidim Breslev. Os
moradores tinham tido contato com vários líderes rabínicos que estavam
relutantes em se envolver, temendo represálias por parte das autoridades
governantes.
No entanto, os chassidim
Breslov vieram em seu auxílio e instruiu-os até que eles ficaram
prontos para se
converter.
Rabi Leib, o Rav de Uman, de
venerada memória, presidiu os procedimentos haláchicos. Ele visitou
os novos convertidos antes do Pessach (Páscoa) e passou o feriado inteiro
com eles. Depois os aldeões foram educados nos ensinos da Torah e foram muito
abençoados.
Disseram os chassidim que eles
foram inspirados para se converter, porque encontraram muitas
contradições em seus livros religiosos, um fenômeno que Rebe Nachman
discute Likutei Moharan I, 17.
Outra aldeia da mesma forma se
converteu tornano-se chassidim breslev, assim como muitas outras
pessoas, jovens e velhos. Suas esposas, também se tornaram mulheres judias
religiosas.
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completo?
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“Obra realizada com a permissão de D’us, o Sagrado Abençoado Seja!”
Direitos reservados A BRESLEV BRASIL
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O SOFRIMENTO DO EXÍLIO E A REDENÇÃO FINAL
05:00
Gabriel Designer
O SOFRIMENTO DO EXÍLIO
E A REDENÇÃO FINAL
Para corrigir e criar vasos que possam conter a luz de D'us, é preciso primeiro ser empurrado para longe de Hashem.
Quando estamos perto de Hashem recebemos um nível de luz muito intenso, se não estamos adequadamente preparados, somo incapazes de suportar esta luz.
É por isso que os judeus exilados no Egito ficaram impedidos de se aproximar de Hashem durante centenas de anos. O distanciamento de Hashem criou vasos muito forte, capazes de conter a imensa luz da revelação de D'us no Monte Sinai.
Quando esses vasos foram concluídos, os judeus foram resgatados e trazidos para perto de Hashem como evidenciado por todos os milagres sem precedentes, que foram realizadas por eles.
A mesma coisa ocorrerá quando formos redimidos pelo Messias. Os séculos de escuridão que os judeus sofreram foram todos feitos para criar os vasos necessários para conter a luz da redenção final.
“Obra realizada com a permissão de D’us, o Sagrado Abençoado Seja!”
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História Chassídica: O Pecado da Imoralidade
04:57
Gabriel Designer
História Chassídica:
O Pecado da Imoralidade
Pesquisa, tradução e adaptação:
Yashar David e Shlomo ben Avraham
Elazar ben Durdia foi informado que havia uma prostituta em um dos países do mar, cobrava muito caro por seus serviços. [ela era muito famosa]
Ele tomou uma grande soma em dinheiro e cruzou sete rios até chegar a ela.
Enquanto a visitava, [ela fez com que ele se se arrepende], dizendo: "Assim como o vento não pode retornar ao seu ponto de origem para Elazar ben Durdia não existe mais forma de se arrepender [e retornar ao seu criador ou sua origem]." Esta declaração chocou em realidade. Ele então se foi colocou-se entre duas montanhas, implorando: "Montanhas, orem por mim [que eu possa alcançar o arrependimento]!" Responderam-lhe: "Não podemos orar por você, por que devemos orar por nós mesmos", como o versículo diz: "Porque a montanha pode afastar e as colinas podem ser removidos." (Isaías 54:10)
A seguir pediu aos céus e terra para orar por ele. Eles responderam: "Nós temos que orar por nós mesmos", como o versículo diz: "Porque os céus desaparecerão." (Isaías 51:6)
Ele pediu o sol e a lua para rezar por ele. "Devemos orar por nós mesmos", eles responderam, como ele diz: "Então a lua se confundirá e o sol ficará envergonhado." (Isaías 24:23)
Ele pediu as estrelas e planetas para orarem por ele. Eles responderam: "Antes de orar por você, devemos orar por nós mesmos, como se diz," E todo o exército dos céus se dissolverá. (Isaías 34:4)
Não que ele realmente tenha falado a qualquer das criações, mas ele imaginou como seria a conversas com elas.
Ele então exclamou: "Vejo que não posso confiar em ninguém além de mim mesmo!" Ele então colocou a cabeça entre os joelhos e ele chorou [com arrependimento sincero e completo] até que sua alma partiu.
A voz celestial então ecoou: "Rebe Elazar ben Durdia está preparado para receber [o mérito] uma parte no paraíso."
Quando [o santo] Rebe Yehudah Ha'Nassi (o príncipe) ouviu este incidente, ele chorou dizendo: "Este é um caso de onde se adquiriu uma participação no paraíso no ultimo momento! [mas uma pessoa não deve contar com isso, não deve racionalizar o pecado, pois ele pode não ser inspirado a arrepender-se]. Antes deve caminhar durante cada dia de sua vida com fidelidade a Torah.
"Não é suficiente para aqueles que se arrependem sinceramente, que recebem uma parte no paraíso? Mas Elazar ben Durdia recebeu o título de rabino [como declarado pela voz celestial]." (Talmud: Avodah Zarah 16b)
O santo Ari diz que Elazar ben Durdia era a reencarnação de Yochanan, o sumo sacerdote, um rei Maccabeu que se tornou um herege no último dia de sua vida, aos 80 anos. Como ele era justo, até seu dia final, ele não poderia ser punido no purgatório. No entanto, desde que se tornou um herege em seu último dia não podia entrar no paraíso. Portanto, ele veio como uma reencarnação, em Elazar, para retificar o seu pecado.
Elazar era mau todos os dias da sua vida. Apenas em seu último dia ele se arrependeu e ele morreu como um homem justo, retificando sua encarnação anterior. Seu propósito inteiro como Elazar o pecador era corrigir o seu dia final, e ele realizou através do seu arrependimento sincero.
O Ari pergunta: "Como pode um pecador ignorante ganhar o título de rabino se ele não conhecia a Torá?" Ele responde que Elazar foi chamado pelo titulo de rabino não por causa dessa encarnação, mas por causa de sua encarnação anterior como Yochanan, o sumo sacerdote, que era um estudioso da Torá.
Volume 3, Issue 13
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Cada judeu é um recipiente para a luz da torah sobre a terra
16:07
Gabriel Designer
Cada judeu é um recipiente
para
a luz da torah sobre a terra
Pesquisa, tradução e adaptação:
Yashar David e Shlomo ben Avraham
Hashem colocou na essência de cada alma judia, uma contra partida com cada letra da Torah. Os judeus são chamados Benê Yisrael. A palavra Yisrael é um acrônimo para a expressão "Yesh Shishin Ribo Otiot LeTorah" – significando que há 600.000 letras na Torá. Cada judeu é comparado a uma letra num Rolo de Torá.
Tão logo cada judeu é um vaso um recipiente, com uma grande missão, permitir que a grande luz da Torah seja recebida neste mundo. Cada indivíduo judeu é um recipiente para conter esta grande luz.
Portanto, o mandamento mais importante de todas é: "Ame o seu próximo como a si mesmo." (Levítico 19:18)
Ao cumprir tudo isso se funde um mandamento importante que une todos os judeus em uma unidade que permite que a grande luz de D'us, o Sagrado Abençoado Seja, plenamente revalada.
A desunião faz com que a luz de D'us, contidas na Torá, alimente as forças do mal, trazendo as tragédias que temos experimentado em toda o nosso exílio.
Rabi Nachman ensinou que uma pessoa que odeia a seu irmão judeu é incapaz de compreender a essência interior da Torá, porque ele não acessa os vasos necessários de seus companheiros judeus que são necessários para conter a imensa luz da Torah, a fim de compreendê-la no seu nível mais profundo.
Uma pessoa não pode suportar esta luz sozinha. Ele deve se conectar aos seus companheiros judeus. Portanto, é essencial se reunir com amigos para discutir temas espirituais, de modo que os diferentes aspectos de luz Hashem sejam armazenados nos recipientes de cada judeu permitindo uma melhor compreensão da Torá de Hasbem.
Agora podemos entender por que os judeus, ao longo dos seus muitos exilios, especialmente o nosso presente, sempre encontraram tentações graves. Os judeus foram resgatados do exílio egípcio, porque sua pureza atraiu o poder da luz Divina.
Apenas resistindo a sujeira espiritual a que estamos sempre sujeitos, seremos capazes de atrair e conter a grande quantidade de luz que o Messias vai trazer.
O próprio Messias será extremamente purificado e vai acabar com todos os traços da grande escuridão de impureza sexual no mundo. Este, então, vai eliminar as causas de todas as tristeza e depressão, e permitirá que todas as pessoas se conectem e desfrutem do êxtase da luz de D'us para a eternidade. Amém! (Lekutai Halachoth: Choshen Mishpat: Hilchoth Niz'kay She'chay'nim 2:1-4)
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O verdadeiro poder da mente
15:58
Gabriel Designer
O verdadeiro poder da mente
Pesquisa, tradução e adaptação:
Yashar David e Shlomo ben Avraham
A mente é o bem mais importante que uma pessoa tem. Através de uma mente purificada, podemos encontra e nos conectar a Hashem.
A mente é a faculdade mais poderosa que a humanidade possui. Rabi Nachman escreveu extensivamente sobre a faculdade de pensar. Vamos mencionar um ensinamento breve para ajudar a esclarecer e lançar luz sobre o nosso tema.
Existe um número infinito de mundos espirituais. Porém, a fonte de energia para cada ação física são as energias espirituais que estão contidas nas câmaras dos mundos superiores.
O primeiro passo para realizar qualquer ação física é conectar nossos pensamentos para esses mundos, e então pensar em como podemos realizar nossos objetivos.
Quando ligamos propositadamente a idéia das ações físicas com as energias espirituais da câmara celestial, com o objetivo de servir a D’us, o Sagrado Abençoado Seja, retificamos o reino de onde veio essa energia.
O oposto é também é verdadeiro, quando alguém comete um pecado o transgressor faz grande dano ao mundo de onde a energia espiritual esta associada, isto porque os erros geralmente são pensados, planejados através da mente.
“O arrependimento é a única forma de reparar todos os danos causados aos reinos espirituais.” (I Likutai Moharan 66)
“É preciso ter cuidado para ter somente bons pensamentos em Rosh Hashaná (Ano Novo judaico, o Dia do Juízo), porque os pensamentos negativos podem trazer um julgamento duro.”(Sichoth Haran 21)
“O pensamento são tão poderosos que através de intensa concentração, pode-se realizar praticamente qualquer coisa.” (I Likutai MoHaran 193)
“Os maus pensamentos de um indivíduo podem afetar o universo, impedindo que as ações de Hashem sejam percebidas na criação.” (I Lekutai MoHaran 49)
“Quando se é demasiadamente rigoroso na aplicação das leis da Torá, [porque o individuo não sabe como observá-los de uma forma equilibrada e correta], motivado pelo medo da punição, seus equívocos mentais desenham julgamentos severos para si mesmo, tornando sua a vida dura e miserável. Mas quando, através da experiência, ele descobre a verdade, e aprende a aplicar as leis com propriedade de uma forma prática e equilibrada, é motivado pelo seu amor e respeito a Hashem, ele chama a misericórdia para si mesmo, tornando sua vida mais agradável. (1 Lekutai MoHaran 87)
Esses ensinamentos nos dão uma visão clara sobre como a mente é poderosa.
Para aproveitar esse incrível poder, devemos purificar e retificar os vasos ou câmaras da mente. Para limpar a mente do efeito das impurezas, o que permite conectar-se fortemente Hashem, uma pessoa deve livrar a mente de fantasias impuras.
Todo o mal, pode ser atribuído a impureza sexual. Se uma pessoa se purifica em pensamento e ações, todas as suas más tendências caem e são conquistadas mais facilmente. Quando uma purifica sua mente de impurezas, ignorando seus pensamentos fantasiosos, ele é capaz de perceber mais claramente Hashem.
Rabi Nachman ensina que é muito difícil controlar os pensamentos. Uma pessoa não é responsabilizada pelo pensamento inicial, portanto aquilo que vem a mente a princípio não causa nenhum dano espiritual ao mundo. Somente quando o pensamento se instala e faz morada na alma é que traz danos.
Portanto, quando Hashem queria dar a Torá para os judeus, ele os levou para a terra mais imoral que já existiu, a fim de confrontar e extirpar o mal da impureza sexual.
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Parashá Shemot [Livro Shemot 1:1 - 6:1]!!! Baseada nos ensinos de Rabeinu Nachman!!!
12:13
Gabriel Designer
Parashá Shemot
[Livro Shemot 1:1 - 6:1]
Pesquisa, tradução e adaptação:
Yashar David e Shlomo ben Avraham
Resumo da Parashá
A parashá Shemot
correspondente ao segundo livro da nossa Torá, Shemot (Êxodo), começa
recordando-nos os nomes dos filhos de Yaacov. A sua descendência foi
fecunda e se multiplicaram.
Um novo Faraó surgiu no Egito
que não conhecia o que Yosef tinha conseguido para o Egipto, temia que o Povo
de Israel se tornasse mais fortes que o povo egípcio e por isso iniciou uma
política opressora até chegara a convertê-los em escravos. Assim
goram obrigados a edificar fortalezas e as cidades de Pitom e Ramsés. Mas os
judeus continuavam a crescer ainda mais. Então o Faraó ordenou às
parteiras hebreias que a todo o varão recém nascido fosse lançado ao
rio Nilo. Mas as parteiras não fizeram o ordenado pelo Faraó,
deixando assim viver os meninos, baixo a desculpa de que as mulheres hebreias
davam à luz antes de elas chegarem.
Dois membros da tribo de Levi,
Amram e Iocheved já eram pais de dois filhos, Miriam e Aaron. Mas
Iochaved, em tempos do decreto do Faraó deu à luz um outro varão, que foi
escondido durante os primeiros três meses de vida e depois colocado dentro de
uma canastra entre os juncos das bordas do rio. A sua irmã Miriam
ficou próximo dela e observou quando à canastra se aproximou a filha do
Faraó. Viu que havia dentro dela um menino e Miriam se aproximou
para oferecer-lhe uma ama para amamentá-lo, ao que
acedeu. Assim Iochaved alimentou e criou o seu próprio
filho. Foi crescendo e depois foi levado ao palácio real onde lhe
deram o nome Moshé, que significa “retirado das águas”.
Já homem, Moshé observou a
opressão e sofrimento dos seus irmãos. Viu como um capataz egípcio golpeava com
força um hebreu. Moshé observou se havia alguém em volta, decidiu
matar o egípcio e enterrou-o na areia. No dia seguinte, viu dois
israelitas discutindo e quis intervir para apaziguá-los, ao que um deles lhe
respondeu se ele os julgaria e mataria como fez ao egípcio. Moshé
compreendeu que se saberia o que tinha acontecido e que deveria
fugir. Fugiu para Midian, chegou a um poço onde ajudou as filhas de
Itró a dar de beber às suas ovelhas. Foi convidado a viver com eles e Itró
às filhas de Itró lhe deu por mulher a sua filha Tzipora. Tiveram
dois filhos, Guershom e Eliezer.
Entretanto, o Faraó tinha falecido
e o seu sucessor continuou oprimindo os hebreus mas agora mais intensiva. Os
judeus pediam ajuda ao Eterno. Hashem recordou o seu Pacto com
Avraham. Entretanto Moshé apascentava as ovelhas do seu sogro Itró,
viu uma sarza que ardia sem consumir-se e o Todopoderoso pela
primeira vez lhe falou e ordenou-lhe que tirasse o seu calçado pois pisava
terra sagrada. Ordenou-lhe ir ao Faraó para libertar o seu Povo, o
que Moshé considerou que ele não era digno dessa missão. Hashem prometeu-lhe
que Ele daria a Sua ajuda Divina. Perante a pergunta de
Moshé que os hebreus lhe tinham perguntado o nome do Eterno, Lhe
respondeu que deveria dizer: ”Eu sou o que sou”. Moshé devia
informar os anciãos sobre a sua aparição e que deviam apresentar-se perante o
Faraó para pedir-lhe que deixasse sair o povo para oferecer sacrifícios ao
Eterno no deserto. Também lhe indicou que o Faraó não os deixaria ir
e que depois Ele estenderia Sua mão para forçar o Faraó a deixar sair o povo.
Moshé duvidou que acreditassem
nele mas o Todopoderoso lhe mostrou o seu poderio transformando a sua vara numa
serpente, lhe indicou pôr a sua mão sobre o seu peito e lhe apareceu lepra mas
logo milagrosamente se sarou. Também o Eterno lhe disse se os
israelitas não acreditassem nele, deveria tomar água do rio Nilo e ao vertê-la
sobre a terra se transformaria em sangue, ao que o Eterno indicou que seu irmão
Aarón seria sue porta voz.
Moshé contou o sucedido a seu
sogro Itró, que lhe respondeu que fosse a tirar seus irmãos do
Egipto. Moshé partiu com a sua família e se encontrou com seu irmão
Aarón no monte Horeb e lhe contou todas as palavras do Eterno e depois os
anciãos acreditaram em Hashem.
Moshé e Aarón foram perante o
Faraó e lhe solicitaram que deixasse sair o povo para oferecer sacrifícios ao
Eterno no deserto mas negou-se perante o pedido e impôs decretos mais duros
para os judeus. A partir desse momento não receberiam palha para
fabricar os tijolos mas deviam continuar a produzir o mesmo
número. Novamente os rogos perante o Faraó foram em
vão. O Todopoderoso assegurou a Moshé que perante a Sua mão forte, o
Faraó finalmente deixaria sair o povo.
Comentário Breslev da
Parashá
"E os filhos de
Israel frutificaram e multiplicaram-se e fizeram-se forte, muito,muito e a
terra se encheu deles." (Êxodo 1:7)
Desde o tempo do primeiro
“judeu”, Avraham [Abraão] até o dia de hoje, os judeus sempre viveram entre as
culturas exóticas que estavam mergulhadas na imoralidade
.
No Egito, Avram estava
preocupado que os egípcios prejudicassem ele e sua esposa, Sarai [seus nomes
foram mais tarde mudados para Avraham e Sarah, por Hashem (D'us)].
Avraham falou: "Eis,
agora eu sei que você é uma mulher bonita... Quando os egípcios a verem eles
vão dizer: 'Esta é a sua esposa, e eles poderão me matar [porque eles são
imorais e vão querer raptá-la para satisfazer seus desejos -Rashi]
"(Gênesis 12:11,12)
A Torá nos adverte sobre o
comportamento imoral dos egípcios e cananeus em muitos versos diferentes,
implicando que os judeus residiam em sociedades que eram bem conhecidos por sua
imoralidade. "segundo as obras [imorais] da terra do Egito, na qual
estivestes [habitando] não fareis, e segundo as obras [imorais da terra
de Canaã onde Eu [Hashem] os levo, não fareis, E não andeis segundo os seus
costumes." (Levítico 18:3).
Ao longo da história os judeus
viveram entre os egípcios, babilônios, persas, gregos, romano etc. Estes
povos eram conhecidos por sua imoralidade e indecência, a maior parte
deles acreditavam que os atos imorais eram uma forma de arte e outros até uma
maneira de se comunicar com seus deuses.
Uma pessoa com valores morais,
não era respeitada nessas sociedades, a menos que ela participasse ou pelo
menos aprovasse as orgias frequentes praticadas por pessoas promiscuas e do
mais baixo nível espiritual.
Em nossos dias, somos
constantemente bombardeados por pornografia e apelos imorais, que mascaram as
praticas mais bizarra e contrarias a natureza humana. Somos atacados todos os
dias! No cinema, na televisão, em livros e revistas que lemos, em quase todos
os cartazes e propaganda, nas ruas e nos balcões de lanchonetes, supermercado,
nos lugares mais inusitados, como consultório médico, repartições públicas, em
qualquer sala de espera. Sempre tem alguma apologia a imoralidade. [Nós não
podemos estimar o dano causado por olhar, ou mesmo estar na presença de tais
materiais - Ed].
Estamos vivendo dias
tenebrosos, quem não segue o comportamento imoral transvestido de tolerância,
opção sexual, “simpatizantes”, “respeito a adversidade” é, taxado de
"mente fechada", preconceituoso, intolerante e perde
espaço junto a sociedade.
No Zohar, Rebe Yitschac ensina
que três pecados afastam a Divina Presença de D'us do mundo:
- Um judeu que tem
relações com uma mulher no seu período de impureza mestrual;
- Que se relacione
amorosamente com um não-judeu;
-Que se relaciona
com um judeu que realiza abortos.
Quando um judeu tem relações
com um não-judeu, ele danifica as faíscas sagradas. Temos que entender que isto
nada tem haver com descriminação racial ou étnica, mas com principio
espirituais.
É sabido que a força
espiritual da luz Hashem é encontrada em todos os seres vivos, porém as
energias sagradas são dadas aos judeus em particular . Quando um judeu se
relaciona com um não-judeu, esta energia é desviada para o reino da impureza e
raramente é regatada. Isso permite que as nações do mundo controle [através da
união-conjugal] os judeus e danifiquem gravemente a sua santidade e conexão com
Hashem, que é a essência de cada alma judia. Tal relação é considerada “imoralidade”
e é equivalente a uma negação total da Torah e da vontade de Hashem [diante do
qual nada está oculto - Ed], o prejuízo é tão fatal, que a pena na Torah é a
extirpação da alma, [D’us não permita!]. Pois nada irrita mais a Hashem
que este tipo de comportamento, uma vez que a decência é o fundamento de
toda a santidade como o verso diz: "... e habitou Israel em Sitim e o povo
começou a cometer atos imorais com as filhas dos moabitas ... E a raiva intensa
de Hashem queimou contra Israel. " (Números: 25:1, 3).
Se alguém tem caído em tal
pecado, ele não deve se desesperar, porém deve deve se arrepender com
sinceridade e repara os danos o mais rápido possível.
Foi o mérito dos judeus que se
mantiveram puros sexualmente, que eles foram resgatados do Egito. (Zohar: Êxodo
p. 3)
Rebe Shimon bar Yochai ensinou
no Zohar que quando Yosef HaTzadik (o santo) se purificou-contra a imoralidade
desenfreada, ele se tornou a personificação do aspecto da santidade conhecido
como "Yesod ", (Fundação da Santidade). O versículo diz: "Se
levantou um novo rei [depois da morte de Yossef] sobre o Egito, que não
conhecia Yosef." (Êxodo: 1:8) o passuk nos diz que, assim que Yosef morreu,
o poder político foi retirado dos judeus e transferido para os egípcios. A
razão disto é que Yosef foi o epítome da pureza sexual.
Enquanto decência moral,
modéstia estão presentes entre os judeus, a Presença Divina repousa sobre eles,
e os judeus podem então viver em paz.
Quando Yosef morreu, o estado
de pureza partiu com ele, e os judeus foram subjugados, e experimentaram a
dureza e a crueldade do exílio egípcio. (Zohar: Êxodo p. 16)
Considerando todos os itens
acima, por que então Hashem sempre permite que os judeus e os justos vivam em
situações em que eles são forçados a confrontar e viver em sociedades que estão
mergulhadas neste mal tão terrível que é a impureza sexual?
Nos parágrafos seguintes,
vamos discutir esse assunto tão importante com base nos conhecimentos de Rabi
Nachman e seu principal discípulo Rav Natan.
* * * * * * * * * * * *
O
QUE É LIVRE ARBÍTRO AFINAL?
A fim de manter o livre
arbítrio no mundo, a santidade deve ser contrabalançada com a impureza.
Portanto, Ya'akov desceu ao Egito com sua família. A Torah diz que era
“setenta alma” [isto mesmo, não é um erro gramatical, a palavra hebraica Nefesh
“alma” não está no plural, isto quer dizer que essas “alma” eram a raiz
de todo povo judeu, que por fim, são apenas Um – povo único.
Numa analise mais profunda
veremos que o número setenta corresponde também a todo lado da santidade, são
70 as faces da Santa Torah. Isto indica uma unidade perfeita entre o povo judeu
a Torah e D’us, o Sagrado Abençoado Seja!
Mas setenta indica também o lado
da impureza, pois se por um lado, eram “70 almas” da raiz santa, ficaram
setenta nações do mundo ligadas ao outro lado. [Nota: Isto não significa que
todas as outras nações do mundo são necessariamente más. Cada nação possui
características boas e ruins. Quando a Torá diz que as nações do mundo são
impuras, isso significa que elas são fortemente ligadas mentalmente e
espiritualmente ao materialismo a fisicalidade, que, por definição, significa
falta de santidade e, portanto, são incapazes de atingir as mesmas alturas
espirituais e proximidade com Hashem como a nação santa de Israel, como o verso
diz:
"E vós [só os
judeus] sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa [ Uma nação
separada de todas as outras nações]." (Êxodo
19:6)
AQUI PODEMOS PARAFRASEAR
DEIXANDO CLARO QUEM É ISRAEL
O Judaísmo acredita que TODOS os judeus estavam enraizadas
nas “70 alma” que desceram com Yaacov ao Egito, tal como todos estavam
presentes no momento em que Moisés apresentou a Torá. [A alma de todos os
judeus, em todos os tempos]
Tão logo, cada judeu, mesmo
que esteja fora da religião, é um judeu de fato! Cedo ou tarde, cumprirá a meta
da existência da sua alma.
Mas, se um cristão,
mulçumano e etc, se converte ao judaísmo, ele não nasceu judeu, como poderia
ser considerado um judeu na propriedade da palavra, se todos os judeus estavam
presentes no Sinai?
A
resposta está no Talmud [Shavuot
39]
De acordo com o Talmud, as
almas de todos os convertidos também estavam presentes no Monte Sinai, quando a
Torá foi dada (Talmud - Shavuot 39).
Este conceito é derivado de um
versículo revelador da Torá.
No último dia da vida de
Moisés, ele reuniu todo o povo judeu que tinha andado com ele no deserto.
Lá, D’us, o Sagrado Abençoado
Seja, falou a toda a nação de Israel, e disse:
"E não somente
convosco selo esta aliança e este juramento; mas com aquele que hoje está aqui
em pé conosco perante o SENHOR nosso Deus, e com aquele que hoje não está aqui
conosco. Deuteronômio 29:14-15"
Este verso é bastante
desconcertante. Podemos entender D’us, o Sagrado Abençoado Seja, dizendo:
"Eu selo esta aliança ... com quem está aqui", as pessoas que estão
lá “in loc”, são aquelas que eram os errantes no deserto com Moisés. Mas
quem é o grupo que D’us, o Sagrado Abençoado Seja, se refere como sendo
"quem não está aqui conosco hoje"?
De acordo com o Talmud,
"...quem não está aqui conosco hoje", refere-se aos convertidos que
se converteriam no futuro. É a partir deste texto que o talmud afirma que a
alma de todos os judeus estavam no Sinai (Talmud - Shavuot 39).
Um olhar mais atento sobre
esse versículo no original hebraico também irá mostrar algo surpreendente. Se
você olhar para a primeira parte da frase "...com quem está aqui",
você verá que as letras das quatro ultimas palavras (em hebraico), na verdade
soletram a palavra "Yitró", que foi o nome do sogro de Moisés.
Yitró era um converso justo. O
fato de que seu nome ser encontrado no versículo "com quem está aqui"
também indica que aqueles que se convertem nas gerações futuras também estavam
lá naquele dia.
O Talmud, continuando essa
idéia de que aquele que converte já tem uma alma judaica dentro dele, usa uma
frase muito interessante quando se discute as leis judaicas dos convertidos em
potencial.
Está escrito "...um
convertido que vem para converter ..." A frase levanta a questão - por que
dizer " CONVERTER O CONVERTIDO ..."? Deveria tão somente dizer:
"um gentio que vem para se converter!
A razão é porque eles [os
convertidos] já têm uma centelha judaica dentro deles. Porque já são judeus,
cuja as almas estavam perdidas e que agora precisam apenas ser reunidas ao redil
do povo judeu.
Rabi Chaim Atar discute, que o
convertido é realmente judeu por dentro, mas foi trocado por algum “anjo
desajeitado” enquanto estava descendo. Uma centelha da alma de Avraham que Sara
atraiu, como foi discutido pelos místicos.
“Os prosélitos são amados por
D’us, a Bíblia usa em todos os lugares a mesma qualificação, tanto para eles
como Israel" (Talmud, Gerim 4:03)
Um outro detalhe muito
interessante é o fato de que todos os israelitas que chegaram ao Sinai, eram
almas judias que ainda não tinham entrado para o pacto feito com Avraham ,
[eles ainda não tinham sido circuncidados.] A diferença das almas do
Sinai, para um convertido hoje, é o simples fato de que elas entraram
para o redil judaico a mais de 3 mil anos atrás, enquanto hoje e manhã algumas
dessas almas entrarão para o pacto.
Associação de um judeu
com um não judeu é uma tragédia
A Torá proíbe explicitamente o
casamento misto:
"E não te
aparentarás com eles: tua filha não darás a seu filho, e sua filha não tomarás
para teu filho, porque ele desviará teu filho de Me seguir, e servirão a outros
deuses, e crescerá a ira do Eterno sobre ti, e Ele te destruirá depressa."
[Devarim 7:3-4]
Este é um ponto delicado, pois
em virtude da diáspora, e da falta de observação religiosa, muitos judeus
acabam se relacionando com não judeus, [que D’us não permita!] Pois quando
judeus têm uma associação íntima, [relações sexuais] com pessoas de outras
nações, que são materialmente enraizadas no mundo, isto é muito prejudicial, porque
o materialismo tem muita força, e puxa o espiritual ao seu nível mais baixo.
[Aqui, a palavra material esta associada com a impureza].
A implicação direta é que
filhos deste tipo de união serão afastados do Judaísmo. Por acaso, esta também
é a fonte bíblica para a lei de descendência materna. Como o versículo declara
"pois ele (i.e., um pai não-judeu) fará teu filho se afastar…" Isso
implica que um filho nascido a uma mãe judia é judeu, ao passo que se um homem
judeu desposa uma mulher não-judia, o filho não é judeu. Assim, no caso de um
judeu casado com uma não-judia, o filho não é judeu, e uma linhagem judaica
ininterrupta até então foi quebrada. Se um homem não-judeu casa-se com uma
judia, os filhos são judeus. No entanto a Torá proíbe explicitamente este tipo
de união, pois "ele desviará teu filho". Por fim, se a Torah ainda
considera a “barriga judia”, desaprova a união mista sobre qualquer
circunstância.
A verdade é que uma mulher
judia que já tenha feito um casamento misto e tido filhos, deve ser encorajada
a dar-lhes uma educação judaica completa. Quando isto não ocorre, o filho
cresce com uma identidade confusa e mesclada; sente-se um
"meio-judeu".
Tecnicamente, isso não existe – ou alguém é 100% judeu ou não é.
Mas alguns fatos contribuirão para aumentar a confusão: Eles celebrarão Chanucá
ou Natal, os dois ou nenhum deles? O filho também recebe um teste de lealdades
mistas. Todas as passagens da vida criam um problema. O filho deve ser
circuncidado, batizado, ambos ou nenhum deles? Casar-se numa sinagoga ou numa
igreja, ser enterrado num cemitério judaico ou cremado? E quais são as chances
de que queira se casar dentro do Judaísmo? Mesmo no caso de uma mãe judia
determinada que deseja casar-se com um não-judeu e criar seu filho como judeu,
quem pode afirmar que o filho desejará desposar uma judia e – o mais importante
– que tipo de exemplo a mãe deu para o filho?
Os filhos aprendem com os
pais. Não podem aprender ética, precisam vê-la sendo praticada. Além
disto, todo mundo deseja pertencer a um grupo – é uma necessidade humana
básica. O casamento misto provoca confusão nos filhos quanto a que grupo eles
realmente pertencem.
ALGUMAS
CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTE ASSUNTO
Nota:. Extraído do site www.chabad.com.br
Está
nos genes
De forma geral, até o
casamento entre pessoas com o mesmo tipo de educação acarreta um certo risco de
ajustamento e compatibilidade. Mesmo que os dois já se conheçam há algum tempo,
não há garantia sobre seu relacionamento quando se tornarem casados. Porém
quando a educação é totalmente diferente as chances de compatibilidade e
ajustamento são ínfimas, quase inexistentes. Isso ocorre especialmente quando
as diferenças são antagônicas e de natureza hostil, como ficou evidente pelos
pogroms e perseguições aos judeus em todos os países onde viveram nos últimos
2.000 anos. Além disso, a ciência moderna reconhece a natureza hereditária dos
traços de caráter, especialmente aqueles profundamente enraizados no decorrer
das gerações.
O casamento misto pode
resultar, cedo ou tarde, em conflito e infelicidade.
Nenhuma
mudança
Mesmo que um casal esteja
feliz um com o outro, profundamente apaixonado, e tenha decidido se casar
apesar das diferenças religiosas, quem garante que os futuros eventos não
reverterão seus sentimentos? Existem muitos fatores que podem mudar os
sentimentos de uma pessoa.
O Rei Shelomo declara: "Estou
dormindo, mas meu coração está desperto." Um judeu pode estar
dormindo espiritualmente, mas no íntimo seu coração judaico está sempre
desperto e, a certa altura, será despertado. Após anos dentro de um casamento,
onde grande parte se transforma em rotina, a alma e o coração judaicos podem
ser despertados para procurar o significado mais profundo da vida. Pode haver uma
busca pela espiritualidade e redescobrimento das próprias raízes.
Considere o fato de que estes
sentimentos não serão compartilhados pelo cônjuge. Ele não entenderá nem
sentirá as mesmas emoções, e você estará sozinho. Por outro lado, um parceiro
judeu significa uma história compartilhada, e um destino em comum.
Mas dá
certo!
Existe, obviamente, o
argumento de que a porcentagem de casamentos mistos é considerável, e muitos
deles parecem ser duradouros. No entanto, as estatísticas mostram que a porcentagem
de separações e divórcios entre estes casais é muito maior que nos casamentos
entre pessoas da mesma fé. Além disso, muitas pessoas casadas tentam manter a
aparência de um casamento "feliz", com vergonha de confessar o
fracasso e revelar os conflitos e indignidades que ocorrem no lar. Num
casamento misto a sensação de vergonha é ainda maior, sabendo que muitos amigos
avisaram sobre isso, enquanto o casal insistia que com eles seria diferente.
Simplesmente
não está certo
Para ser franco – no sentido
comum da palavra – a pessoa não deveria querer arrastar o outro numa aliança
problemática desde o início. Se existe um verdadeiro amor entre as partes, e
não de maneira egoísta, deve-se deixar passar a possibilidade de prazer imediato
e de curta duração para poupar ao outro este tipo de situação. Deve-se
considerar que os filhos talvez tenham de testemunhar conflitos – ou algo pior
– entre os pais. É necessário enfatizar que a conveniência pessoal, o desejo ou
a gratificação não são justificativas para a pessoa se envolver com algo que
está errado, especialmente envolver outra pessoa – menos ainda a pessoa amada;
ninguém tem o direito de magoar outra pessoa.
Um
casamento judaico
Um casamento judaico é
chamado de Binyan Adei Ad – um edifício duradouro. Para que isto ocorra, tudo
deve estar conectado com as instruções da Torá, chamada Torat Chaim – Torá da
Vida – sendo a fonte da vida eterna no Mundo Vindouro, bem como um verdadeiro
manual que ensina como devemos viver.
Não se trata de simples
analogia. Sem uma fundação sólida, todos os esforços colocados nas paredes,
teto, decorações e tudo o mais serão inúteis. Isso é ainda mais verdadeiro
sobre a estrutura do casamento; se os alicerces são instáveis levando a um
desmoronamento! É por isso que um casamento judaico deve, antes de mais nada,
ser baseado na Torá – uma fundação sólida.
Eu
devo casar-me com uma judia somente porque é judia?
Muitos jovens sentem-se
pressionados pelos pais a procurarem um cônjuge judeu e, embora a escolha seja
mais ampla no mundo não-judaico, eles se sentem obrigados a casar-se com alguém
da comunidade por um senso de dever. Com freqüência perguntam qual a diferença
entre o judeu e o não-judeu – ambos se vestem da mesma maneira, ambos partilham
valores em comum, comem a mesma comida. Se um homem se depara com uma opção
entre duas mulheres, uma judia e a outra não, ele deveria casar-se com a judia
somente porque ela é judia?
A resposta é um
"Sim" ressonante!
Sim, porque ali existe o
potencial para um casamento realmente judaico. Embora no momento não pareça
haver diferença entre a judia e a não-judia, à medida que as pessoas ficam mais
velhas elas amadurecem e mudam. As vicissitudes, conflitos e desafios da vida
puxam a pessoa em todas as direções. Se pelo menos alguém se casar com um
judeu, há algo em comum e um potencial para crescer. A Torá fornece as leis de
Taharat Hamishpachá – Pureza Familiar – que realçam o casamento; a grande
importância de Shalom Bayit – a paz no lar – e como administrar um lar casher.
A importância da chinuch – educação – desde a mais tenra idade. Nenhum
casamento pode ser considerado como algo garantido, mas um homem e sua mulher
devem trabalhar para implementar estas diretrizes e ter sucesso no casamento.
Por fim gostaria de lembrar de
um episódio aparentemente cruel, mas que deve ser levado em consideração;
Lendo no Tanach -
ESDRAS.10:2-3
Observamos que Sacanias filho
de Jeiel, diz a Esdras; “ Nós temos transgredido contra o nosso Deus, casando
com mulheres estrangeiras, dos povos de outras terras, mas, no tocante a isto,
ainda há esperança para Israel, agora pois façamos aliança com o nosso Deus, de
que despediremos todas as mulheres e os seus filhos, segundo o conselho do
Senhor e o dos temem ao mandado do nosso Deus; e faça segundo a Lei.”
A
QUEDA DA ALMA E A FALTA DE ELEVAÇÃO ESPIRITUAL
Rabi Nachman ensinou que a
impureza sexual é a mal mais evidente em cada uma das 70 nações do mundo.
Se um judeu deseja atingir um
nível maior de santidade e conhecimento da Torá, ele deve resistir a tentação
da impureza sexual, e da imoralidade sexual que o rodeia.
Rabi Nachman chama isso de
estar mentalmente exilado de todas as 70 nações. Se alguém resiste a tentação,
ele purifica e anula o mal que o mantém em seu nível atual e, ao fazê-lo,
recebe o mérito de compreender os insights espirituais mais profundos, que o
leva ao próximo nível de insights que estão enraizadas nos níveis mais
altos de pureza.
Podemos ver esta verdade
olhando para Moshe, este, o homem mais puro que já viveu, e que foi o escolhido
para ser o único a revelar a Torá e ser chamado de o Rabino de todo Israel,
para todas as gerações. [Rabi Nachman acrescenta que este tipo de tentação está
relacionado a fatores biológicos, tais como certos tipos de sangue encontrados
no baço. Ele enumera várias formas como se pode superar esta tentação, mas isso
está além do escopo desta folha e pode ser encontrado em; I Likutai
Moharan 36.
* * * * * * * * * * * *
ENTENDENDO
O PORQUE O POVO DE ISRAEL FOI ENVIADO AO EGITO
Adam, para expiar seus
pecados, separou-se de sua esposa por 130 anos. Durante este tempo, de acordo
com a Kabalah, os shedim [demônios] o seduziu, fazendo com que sua faíscas
sagradas se espalha-se por todo o mundo. Muitas dessas faíscas
foram atraídos para o Egito, porque a própria terra, na verdade tinha a mesma
energia de impureza que as faíscas. Portanto, uma vez que os judeus herdaram a
missão sagrada de retificar o mundo do pecado de Adão, eles foram escravizados
no Egito, a fim de recuperar faíscas de caídas de Adão.
O plano de Hashem então era
dar a Torá sagrada para os judeus, de modo que primeiro tinham que purificar-se
resistindo a indecência, a imoralidade e falta de modéstia, a fim de
construir uma base santa para merecer a outorga da Torá.
Portanto, era necessário que
os judeus especificamente fossem para a terra do Egito, ao contrário de
qualquer outra terra, porque o Egito era a mais imoral de todas as setenta
nações combinadas
Ao quebrar o poder deste mal maior, a terra espiritualmente
ficaria menos poluída e os judeus seriam capazes de receber a Torah.
Para conhecer a D’us é necessário disciplina e pureza sexual.
Esse entendimento alegórico da história do Egito se aplica em todos os momentos
e a todas as pessoas. (Lekutai Halachoth: Orach Chaim: Hilchoth Pesach 5:1)
* * * * * * * * * * * *
O
SOFRIMENTO NO EXILIO E A LIGAÇÃO ENTRE OS FILHOS DE ISRAEL EO TSADIK
Embora os judeus sofressem
muito no exílio egípcio, eles foram bem sucedidos em resistir a tentação da
imoralidade com a exceção de apenas uma mulher que tinha relações com um
egípcio.
A própria Torá atesta esse
fato nos versos: "E os filhos de Israel
frutificaram e multiplicaram-se e fizeram-se forte, muito, muito e a terra se
encheu deles." (Êxodo
1:7)
Eles [os filhos de Israel]
frutificaram e multiplicaram-se, tornando-se forte... Porque tiraram o poder
espiritual da fonte sagrada de Yosef. Os Israelitas quebraram assim o poder da
imoralidade do Egito resistindo a tentação sexual. Ou seja, em união com a
força emanante do Tsadik eles saíram do exílio.
* * * * * * * * * * * *
“Obra realizada com a permissão de D’us, o Sagrado Abençoado Seja!”
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